
O sindicato que representa mais de 3.000 comissários de bordo da WestJet Mainline iniciou uma votação para greve em 9 de julho, com a apuração prevista até 15 de julho. Caso os membros concedam um mandato forte e as negociações federais de conciliação fracassem, a primeira greve legal — ou um bloqueio patronal — pode começar já em 2 de agosto, justamente no pico da temporada de viagens de verão. As principais questões envolvem salários, escalas e equilíbrio entre vida pessoal e trabalho. Embora a votação não garanta uma paralisação, a medida aumenta a pressão sobre a gestão, poucas semanas depois de os mecânicos da companhia ameaçarem ação semelhante. Para os planejadores de viagens corporativas, uma greve pode significar cancelamentos em rotas domésticas críticas — Calgary, Vancouver e Toronto são hubs da WestJet — e em voos transfronteiriços para os EUA. Multinacionais devem mapear transportadoras alternativas, atualizar protocolos de comunicação com funcionários e revisar cláusulas de força maior nos seguros de viagem. A companhia aérea afirma que as negociações continuam “construtivas”, mas se um acordo não for fechado até 11 de julho (fim da conciliação), começará o prazo de 21 dias para a paralisação. Esse cronograma deixa pouco espaço antes do feriado prolongado de agosto, tradicionalmente um dos períodos de maior movimento no Canadá.
Fonte: Travel Industry Today