
No final da noite de 17 de julho de 2026, o Conselho de Ministros da Itália aprovou o tão aguardado decreto de cotas de imigração para três anos (“Decreto Flussi”), que permitirá a entrada de até 500.000 estrangeiros não pertencentes à UE para trabalho entre 2026 e 2028. A medida eleva o teto de migração laboral da Itália em 50.000 vagas em relação ao triênio anterior, dividindo-as em 230.550 autorizações para trabalho não sazonal e autônomo, e 267.000 para trabalho sazonal, principalmente nos setores agrícola e turístico.
Por trás dos números, há uma mudança de estratégia. O governo quer abandonar o controverso sistema do “click-day”, que obrigava empregadores a disputar vagas limitadas em minutos. Agora, as candidaturas serão aceitas durante todo o ano, priorizando categorias profissionais consideradas difíceis de preencher e vinculando-as a treinamentos pré-embarque nos países de origem. Segundo autoridades, o planejamento estável e plurianual dará às empresas — especialmente PMEs do norte industrial e fazendas do sul — tempo para recrutar e capacitar funcionários antes dos períodos de pico.
Entidades empresariais como Confindustria e Coldiretti receberam o decreto com otimismo, argumentando que a escassez crônica de mão de obra qualificada e o declínio demográfico podem frear o crescimento sem novas entradas. A Coldiretti destacou que um em cada quatro trabalhadores agrícolas já é estrangeiro e afirmou que a eliminação do click-day reduzirá a contratação informal.
Por outro lado, críticos, incluindo o partido de oposição Più Europa, apontaram que apenas 7,8% das vagas concedidas em 2024 resultaram em autorizações de residência, culpando a burocracia nas prefeituras e as longas esperas por vistos consulares.
Para gestores de mobilidade global, o decreto traz tanto oportunidades quanto desafios. Os empregadores precisarão mapear cedo suas necessidades futuras de pessoal, alinhar parceiros de treinamento no exterior e estar preparados para fiscalizações mais rigorosas, voltadas a combater fraudes e exploração laboral. Empresas que dependem de trabalhadores sazonais — hotéis, vinícolas, construtoras — devem acompanhar os decretos ministeriais que definirão o calendário e os perfis profissionais elegíveis para processamento acelerado.
Detalhes sobre a implementação (plataformas digitais, divisão regional das cotas e protocolos de inspeção) devem ser divulgados em uma circular do Ministério do Interior em até 30 dias. Multinacionais com operações na Itália devem orientar suas equipes de RH imediatamente e atualizar políticas internas de patrocínio para aproveitar a primeira janela de alocação, prevista para abrir em setembro.
Por trás dos números, há uma mudança de estratégia. O governo quer abandonar o controverso sistema do “click-day”, que obrigava empregadores a disputar vagas limitadas em minutos. Agora, as candidaturas serão aceitas durante todo o ano, priorizando categorias profissionais consideradas difíceis de preencher e vinculando-as a treinamentos pré-embarque nos países de origem. Segundo autoridades, o planejamento estável e plurianual dará às empresas — especialmente PMEs do norte industrial e fazendas do sul — tempo para recrutar e capacitar funcionários antes dos períodos de pico.
Entidades empresariais como Confindustria e Coldiretti receberam o decreto com otimismo, argumentando que a escassez crônica de mão de obra qualificada e o declínio demográfico podem frear o crescimento sem novas entradas. A Coldiretti destacou que um em cada quatro trabalhadores agrícolas já é estrangeiro e afirmou que a eliminação do click-day reduzirá a contratação informal.
Por outro lado, críticos, incluindo o partido de oposição Più Europa, apontaram que apenas 7,8% das vagas concedidas em 2024 resultaram em autorizações de residência, culpando a burocracia nas prefeituras e as longas esperas por vistos consulares.
Para gestores de mobilidade global, o decreto traz tanto oportunidades quanto desafios. Os empregadores precisarão mapear cedo suas necessidades futuras de pessoal, alinhar parceiros de treinamento no exterior e estar preparados para fiscalizações mais rigorosas, voltadas a combater fraudes e exploração laboral. Empresas que dependem de trabalhadores sazonais — hotéis, vinícolas, construtoras — devem acompanhar os decretos ministeriais que definirão o calendário e os perfis profissionais elegíveis para processamento acelerado.
Detalhes sobre a implementação (plataformas digitais, divisão regional das cotas e protocolos de inspeção) devem ser divulgados em uma circular do Ministério do Interior em até 30 dias. Multinacionais com operações na Itália devem orientar suas equipes de RH imediatamente e atualizar políticas internas de patrocínio para aproveitar a primeira janela de alocação, prevista para abrir em setembro.
Fonte: La Sicilia