
Um novo white paper divulgado em 24 de julho pela People Mobility Alliance (PMA) aponta que as funções de mobilidade global — especialmente em multinacionais com sede nos EUA — estão evoluindo de simples departamentos administrativos de viagens para parceiros estratégicos orientados por dados. Baseado em uma pesquisa com 120 líderes de mobilidade das empresas Fortune 500, o relatório identifica cinco tendências que impulsionam mudanças nas políticas americanas: missões vinculadas a desempenho, conformidade com IA, “sustentabilidade humana” (apoio à saúde mental), integração do ecossistema entre tributação e imigração, e a transição de transações com fornecedores para parcerias consultivas. Para as empresas americanas, os resultados confirmam a realocação de orçamentos observada neste ano fiscal — deixando de lado taxas de processamento de documentos para investir em plataformas analíticas que preveem custos, riscos e impacto de carbono das missões. O estudo destaca um aumento de 38% no uso de ferramentas de IA generativa por empresas dos EUA para modelar tempos de processamento de vistos e exposição fiscal. A PMA argumenta que a volatilidade legislativa nos EUA (como a nova regra de permanência fixa do DHS) está acelerando a demanda por modelagem de cenários. Equipes de mobilidade que conseguem quantificar o retorno sobre investimento (ROI) das missões — relacionando-as a receitas ou ao desenvolvimento de lideranças — estão conquistando apoio da alta direção, mesmo diante de cortes nos orçamentos de viagens. O white paper recomenda que empregadores americanos incorporem métricas de bem-estar nos KPIs das missões, integrem bancos de dados de imigração com folha de pagamento e renegociem contratos com fornecedores para valorizar resultados estratégicos em vez do volume de transações. Fornecedores que não oferecerem insights preditivos correm o risco de serem deixados de lado à medida que os centros internos de excelência amadurecem.
Fonte: People Mobility Alliance