
Centenas de caminhões formaram filas nos pontos de controle desde a passagem de Svilaj, na Bósnia, até o porto de Bar, em Montenegro, no dia 26 de janeiro, enquanto motoristas de fora da UE protestavam contra a aplicação mais rigorosa do Sistema de Entrada/Saída (EES) pela União Europeia. Desde outubro, portões biométricos registram todas as entradas de não europeus, limitando o tempo de permanência dos motoristas na Área Schengen — incluindo a Itália — a 90 dias em qualquer período de 180 dias.
Transportadoras da Sérvia, Bósnia-Herzegovina, Macedônia do Norte e Montenegro afirmam que a regra torna impossível realizar viagens contínuas para os mercados italianos. “Chegamos ao limite de 90 dias em meados de março; depois disso, nossos caminhões ficam parados”, disse o motorista Amir Hadžidedić na ponte de Svilaj, na fronteira com a Croácia. O bloqueio permitia a passagem apenas de cargas essenciais, como medicamentos e animais vivos.
Importadores italianos nas regiões do Vêneto e Emilia-Romagna relatam atrasos de 24 a 36 horas na entrega de têxteis, peças automotivas e produtos frescos provenientes do corredor terrestre dos Bálcãs. O porto de Trieste alertou para o risco de congestionamento em cadeia, já que operadores ferroviários enfrentam dificuldades para reposicionar contêineres. O operador logístico Savino Del Bene estima que uma greve de uma semana poderia elevar as tarifas spot na rota Istambul–Milão em 12%.
A Comissão Europeia afirmou estar "revisando as isenções para motoristas profissionais", mas não deu prazo para uma solução. Caso o problema persista, os exportadores italianos, que dependem fortemente da mão de obra dos motoristas dos Bálcãs — 40% das licenças internacionais emitidas na Itália no ano passado foram para estrangeiros — podem enfrentar uma escassez crônica de trabalhadores justamente no pico do comércio eletrônico antes da Páscoa. As equipes de logística das empresas devem planejar rotas alternativas via Eslovênia ou serviços de ferry da Grécia para Brindisi e Ancona, além de monitorar possíveis novos protestos previstos para 29 de janeiro.
Transportadoras da Sérvia, Bósnia-Herzegovina, Macedônia do Norte e Montenegro afirmam que a regra torna impossível realizar viagens contínuas para os mercados italianos. “Chegamos ao limite de 90 dias em meados de março; depois disso, nossos caminhões ficam parados”, disse o motorista Amir Hadžidedić na ponte de Svilaj, na fronteira com a Croácia. O bloqueio permitia a passagem apenas de cargas essenciais, como medicamentos e animais vivos.
Importadores italianos nas regiões do Vêneto e Emilia-Romagna relatam atrasos de 24 a 36 horas na entrega de têxteis, peças automotivas e produtos frescos provenientes do corredor terrestre dos Bálcãs. O porto de Trieste alertou para o risco de congestionamento em cadeia, já que operadores ferroviários enfrentam dificuldades para reposicionar contêineres. O operador logístico Savino Del Bene estima que uma greve de uma semana poderia elevar as tarifas spot na rota Istambul–Milão em 12%.
A Comissão Europeia afirmou estar "revisando as isenções para motoristas profissionais", mas não deu prazo para uma solução. Caso o problema persista, os exportadores italianos, que dependem fortemente da mão de obra dos motoristas dos Bálcãs — 40% das licenças internacionais emitidas na Itália no ano passado foram para estrangeiros — podem enfrentar uma escassez crônica de trabalhadores justamente no pico do comércio eletrônico antes da Páscoa. As equipes de logística das empresas devem planejar rotas alternativas via Eslovênia ou serviços de ferry da Grécia para Brindisi e Ancona, além de monitorar possíveis novos protestos previstos para 29 de janeiro.
Fonte: Associated Press