
Em comunicado divulgado em 9 de março de 2026, o Grupo LATAM Airlines informou que transportou 7,1 milhões de passageiros em fevereiro, um aumento de 9,3% em relação ao ano anterior. A capacidade, medida em assentos disponíveis por quilômetro, cresceu 11,4%, enquanto o fator de ocupação melhorou para 85,6%. O mercado doméstico brasileiro liderou a recuperação, com um aumento de 15,6% no tráfego, impulsionado pela aceleração das reservas corporativas após o Carnaval. A demanda internacional também foi robusta, com alta de 18%, refletindo o impacto das recentes iniciativas de isenção de visto do Brasil e o renovado interesse da América do Norte e Europa. A capacidade de carga cresceu 7,6%, apoiando exportadores de autopeças e produtos do agronegócio que movimentam mercadorias pelo hub de Viracopos, em São Paulo. Para gestores de mobilidade, os números indicam uma oferta de assentos mais restrita nos principais corredores de negócios; as tarifas dinâmicas na rota São Paulo–Santiago subiram 12% em fevereiro, segundo dados da Amadeus. Empresas com grande volume de viagens podem precisar garantir suas cotas com antecedência ou considerar hubs alternativos, como Curitiba ou Belo Horizonte. A LATAM atribui o desempenho à renovação da frota — 16 aeronaves da família A320neo entraram em operação no último ano — e à joint venture com a Delta Air Lines, que direciona o tráfego dos EUA para o Brasil. Analistas acreditam que a companhia está no caminho para superar a meta de 85 milhões de passageiros em todo o sistema em 2026, destacando o papel do Brasil como motor de crescimento da aviação sul-americana. Os indicadores positivos contrastam com as limitações de capacidade no Aeroporto de Congonhas, onde a escassez de slots levou os reguladores a acelerar a construção de um novo pier com portões remotos. Até que essa infraestrutura esteja pronta, atrasos no check-in e no atendimento em solo podem prolongar o tempo total das viagens, um risco operacional que os planejadores de viagens devem considerar nos roteiros.