
O novo Sistema de Entrada/Saída (EES) da União Europeia pode ter entrado em vigor em outubro de 2025, mas o próximo marco acontece em menos de duas semanas: a partir de 10 de abril de 2026, companhias aéreas, empresas de ferry e operadores de ônibus deverão consultar a Interface de Transportadoras da UE (CI) antes de embarcar passageiros de países terceiros que possuam vistos Schengen de entrada única ou dupla. A obrigação — confirmada em um informe do Grupo de Trabalho de Transportadoras da EU-LISA — deve ser cumprida 48 horas antes de cada partida. Lufthansa Group, Condor e FlixBus informaram ao Global Mobility News que já concluíram os testes de integração do sistema. Nos aeroportos de Frankfurt e Munique, a polícia federal instalou quiosques de backup para o caso da CI retornar um resultado “NÃO OK” no check-in, permitindo a inspeção manual sem atrasar as partidas. No entanto, os aeroportos alertam que as transportadoras serão multadas se embarcarem viajantes que tenham esgotado suas entradas no visto, portanto, os agentes de check-in adotarão uma postura rigorosa diante de discrepâncias no histórico de viagens. Para os viajantes a negócios, o principal impacto operacional provavelmente será a ampliação das verificações de documentos na saída, e não na chegada à Alemanha. Multinacionais estão orientando seus funcionários a portar impressões dos carimbos de entrada anteriores e, sempre que possível, a viajar com vistos de múltiplas entradas até que o ETIAS entre em operação no final de 2026. Gestores de mobilidade também devem atualizar as políticas de viagem dos funcionários para refletir o custo potencial de embarque negado, que, segundo o Regulamento da UE 261/2004, continua sendo responsabilidade do empregador quando a viagem é a trabalho. A Polícia Federal anunciou que realizará uma campanha de informação pública a partir de 1º de abril, nas redes sociais e nos pontos de controle de fronteira. Empresas que realocam funcionários durante o pico da Páscoa devem prever tempo extra nos aeroportos de partida fora da UE, especialmente onde as transportadoras dependem da entrada manual de dados em vez de conexões API com a CI.
Fonte: eu-LISA Carriers WG summary