
No final da noite de 21 de maio de 2026, o Bundestag alemão aprovou a Segunda Lei de Alteração do Imposto sobre o Tráfego Aéreo, revertendo a sobretaxa de 2024 que havia aumentado as taxas sobre cada bilhete emitido na Alemanha. A medida, aprovada por todos os partidos, reduz a taxa em €2,50 para voos de curta distância, €6,33 para média distância e €11,40 para longa distância, retornando os valores aproximadamente aos níveis de 2023 (€13,03, €33,01 e €59,43, respectivamente).
Contexto. A Alemanha instituiu o Luftverkehrsteuer em 2011 como um instrumento ambiental e orçamentário; as taxas foram elevadas em maio de 2024 para cobrir um déficit fiscal e incentivar os viajantes a optarem pelo trem. As companhias aéreas – lideradas pelo Grupo Lufthansa, Condor e a Associação de Representantes de Companhias Aéreas na Alemanha – argumentaram que a sobretaxa apenas desviava o tráfego para Amsterdã, Viena e Zurique, sem reduzir as emissões. Com o lobby da aviação alertando sobre possíveis retiradas de capacidade (a Ryanair já retirou duas aeronaves de Berlim em abril), os parlamentares de todos os partidos governistas concordaram em restaurar a competitividade antes do pico do verão de 2026.
O que muda para a mobilidade corporativa?
• As agências de viagens corporativas podem esperar uma queda de cerca de 3 a 4% nas tarifas exibidas nos GDS para voos com origem na Alemanha, assim que as companhias aéreas atualizarem os códigos fiscais no ATPCO. A economia é maior nas classes premium de longa distância, onde a redução absoluta do imposto ultrapassa €45 em um bilhete de ida e volta na classe executiva.
• Subsidiárias alemãs que reembolsam funcionários com base no “custo total da viagem” devem revisar seus orçamentos de viagem para o segundo semestre do ano.
• Gestores de deslocamentos internacionais devem observar que o imposto é cobrado apenas no primeiro trecho com origem na Alemanha; bilhetes emitidos fora da Alemanha, mas com origem no país, também terão redução de preço.
• As companhias aéreas não garantiram repassar a redução total, citando que o preço do querosene permanece 18% acima dos níveis pré-crise.
Implicações políticas. O Ministério das Finanças projeta uma perda de receita de €185 milhões em 2026, aumentando para €355 milhões anuais até 2030. Parlamentares da oposição criticaram a medida como um “benefício para viajantes de fim de semana”, enquanto ONGs ambientais afirmam que o corte compromete a meta ‘Fit-for-55’ da UE. Ainda assim, o governo insiste que a Alemanha mantém um dos impostos sobre aviação mais altos da Europa e que os objetivos de mudança modal serão perseguidos por meio de investimentos em infraestrutura ferroviária e a futura obrigatoriedade do uso de mistura de querosene sustentável, e não apenas por meio de impostos sobre bilhetes.
Dicas práticas. Compradores de viagens devem:
1) atualizar planilhas contratuais com as novas tabelas de impostos;
2) refazer benchmarks de “tarifa lógica mais barata” a partir de 1º de julho;
3) comunicar os novos limites de diárias aos funcionários em viagem;
4) revisar orçamentos de mobilidade para estagiários e colaboradores em missões de curto prazo que começarem após a redução da taxa.
As companhias aéreas precisam atualizar seus sistemas de cotação de tarifas conforme o cronograma padrão da indústria (D-15, meados de junho) para evitar disputas de ADM.
Em resumo, a reversão do imposto elimina um fator de custo que tornava a Alemanha o mercado europeu mais caro para partidas de longa distância. Se a economia será repassada aos passageiros dependerá da pressão competitiva, mas gestores de mobilidade global devem se preparar para faturas menores em bilhetes emitidos a partir de julho.
Contexto. A Alemanha instituiu o Luftverkehrsteuer em 2011 como um instrumento ambiental e orçamentário; as taxas foram elevadas em maio de 2024 para cobrir um déficit fiscal e incentivar os viajantes a optarem pelo trem. As companhias aéreas – lideradas pelo Grupo Lufthansa, Condor e a Associação de Representantes de Companhias Aéreas na Alemanha – argumentaram que a sobretaxa apenas desviava o tráfego para Amsterdã, Viena e Zurique, sem reduzir as emissões. Com o lobby da aviação alertando sobre possíveis retiradas de capacidade (a Ryanair já retirou duas aeronaves de Berlim em abril), os parlamentares de todos os partidos governistas concordaram em restaurar a competitividade antes do pico do verão de 2026.
O que muda para a mobilidade corporativa?
• As agências de viagens corporativas podem esperar uma queda de cerca de 3 a 4% nas tarifas exibidas nos GDS para voos com origem na Alemanha, assim que as companhias aéreas atualizarem os códigos fiscais no ATPCO. A economia é maior nas classes premium de longa distância, onde a redução absoluta do imposto ultrapassa €45 em um bilhete de ida e volta na classe executiva.
• Subsidiárias alemãs que reembolsam funcionários com base no “custo total da viagem” devem revisar seus orçamentos de viagem para o segundo semestre do ano.
• Gestores de deslocamentos internacionais devem observar que o imposto é cobrado apenas no primeiro trecho com origem na Alemanha; bilhetes emitidos fora da Alemanha, mas com origem no país, também terão redução de preço.
• As companhias aéreas não garantiram repassar a redução total, citando que o preço do querosene permanece 18% acima dos níveis pré-crise.
Implicações políticas. O Ministério das Finanças projeta uma perda de receita de €185 milhões em 2026, aumentando para €355 milhões anuais até 2030. Parlamentares da oposição criticaram a medida como um “benefício para viajantes de fim de semana”, enquanto ONGs ambientais afirmam que o corte compromete a meta ‘Fit-for-55’ da UE. Ainda assim, o governo insiste que a Alemanha mantém um dos impostos sobre aviação mais altos da Europa e que os objetivos de mudança modal serão perseguidos por meio de investimentos em infraestrutura ferroviária e a futura obrigatoriedade do uso de mistura de querosene sustentável, e não apenas por meio de impostos sobre bilhetes.
Dicas práticas. Compradores de viagens devem:
1) atualizar planilhas contratuais com as novas tabelas de impostos;
2) refazer benchmarks de “tarifa lógica mais barata” a partir de 1º de julho;
3) comunicar os novos limites de diárias aos funcionários em viagem;
4) revisar orçamentos de mobilidade para estagiários e colaboradores em missões de curto prazo que começarem após a redução da taxa.
As companhias aéreas precisam atualizar seus sistemas de cotação de tarifas conforme o cronograma padrão da indústria (D-15, meados de junho) para evitar disputas de ADM.
Em resumo, a reversão do imposto elimina um fator de custo que tornava a Alemanha o mercado europeu mais caro para partidas de longa distância. Se a economia será repassada aos passageiros dependerá da pressão competitiva, mas gestores de mobilidade global devem se preparar para faturas menores em bilhetes emitidos a partir de julho.
Fonte: t-online / dpa
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