
Mais de 220 passageiros do voo AD8709 da Azul, de Madri para Campinas, enfrentaram um verdadeiro pesadelo de quatro dias após o serviço do dia 9 de junho ser cancelado duas vezes por motivos técnicos, obrigando muitos a dormirem nos terminais de Barajas ou a pagarem milhares de reais por passagens alternativas. Embora os últimos passageiros afetados tenham finalmente chegado ao Brasil em 13 de junho, relatos em primeira mão continuaram a circular em 14 de junho, reacendendo o debate sobre a aplicação no Brasil das regras de compensação ao estilo EU261 para partidas extraterritoriais.
Segundo a Resolução 400 da ANAC, as companhias aéreas devem realocar os passageiros e cobrir alimentação e hospedagem, mas a norma não prevê compensação financeira para voos que partem da União Europeia. Grupos de defesa do consumidor argumentam que, como o voo teve origem na Europa e foi operado pelo parceiro português EuroAtlantic em wet-lease, o EU261 deveria ser aplicado — garantindo a cada passageiro até €600. A Azul alega que a falta de hotéis causada pela visita do Papa a Madri dificultou o cumprimento das regras e afirma que reembolsará “despesas razoáveis”.
O caso é um teste inicial do acordo bilateral de 2025 entre Brasil e Espanha para reconhecimento mútuo de decisões sobre direitos dos passageiros, que permite que reclamações feitas à AESA da Espanha sejam reconhecidas pela Justiça brasileira. Advogados acreditam que uma ação coletiva pode criar um precedente que impactará todas as companhias brasileiras que operam rotas Europa-Brasil. Gestores de mobilidade com obrigações de duty of care devem orientar os viajantes a guardar todos os comprovantes de despesas e, quando possível, verificar se o atraso ultrapassa três horas na chegada, o que ativa o direito à compensação pela UE.
O episódio também destaca a importância da due diligence com fornecedores: várias empresas descobriram que o serviço “direto” contratado com a Azul era, na verdade, um wet-lease sem o produto premium prometido aos executivos.
Segundo a Resolução 400 da ANAC, as companhias aéreas devem realocar os passageiros e cobrir alimentação e hospedagem, mas a norma não prevê compensação financeira para voos que partem da União Europeia. Grupos de defesa do consumidor argumentam que, como o voo teve origem na Europa e foi operado pelo parceiro português EuroAtlantic em wet-lease, o EU261 deveria ser aplicado — garantindo a cada passageiro até €600. A Azul alega que a falta de hotéis causada pela visita do Papa a Madri dificultou o cumprimento das regras e afirma que reembolsará “despesas razoáveis”.
O caso é um teste inicial do acordo bilateral de 2025 entre Brasil e Espanha para reconhecimento mútuo de decisões sobre direitos dos passageiros, que permite que reclamações feitas à AESA da Espanha sejam reconhecidas pela Justiça brasileira. Advogados acreditam que uma ação coletiva pode criar um precedente que impactará todas as companhias brasileiras que operam rotas Europa-Brasil. Gestores de mobilidade com obrigações de duty of care devem orientar os viajantes a guardar todos os comprovantes de despesas e, quando possível, verificar se o atraso ultrapassa três horas na chegada, o que ativa o direito à compensação pela UE.
O episódio também destaca a importância da due diligence com fornecedores: várias empresas descobriram que o serviço “direto” contratado com a Azul era, na verdade, um wet-lease sem o produto premium prometido aos executivos.
Fonte: UOL / BOL Notícias
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