
A Qantas confirmou sua tão aguardada estratégia de ultra-longas distâncias, anunciando em 21 de junho de 2026 que os primeiros voos comerciais diretos entre Sydney e Londres decolarão em outubro de 2027. Batizado de “Projeto Sunrise”, o serviço cobrirá quase 17.000 km em cerca de 22 horas, superando a rota Singapura-Nova York da Singapore Airlines para se tornar o voo regular mais longo do mundo. O anúncio vem após anos de estudos sobre cabine, fadiga da tripulação e modelos comerciais, iniciados antes da pandemia e interrompidos durante o fechamento das fronteiras australianas.
Segundo Vanessa Hudson, CEO da Qantas, a companhia encomendou 12 aeronaves Airbus A350-1000ULR especialmente adaptadas, cada uma equipada com tanques centrais adicionais de combustível e configuradas para apenas 238 passageiros em quatro classes. A disposição de baixa densidade – em comparação com os mais de 350 assentos típicos de um A350-1000 padrão – libera espaço para uma “zona de bem-estar” dedicada, onde os viajantes poderão se alongar, hidratar e combater o jet lag durante o longo trajeto. Pesquisas realizadas em parceria com o Charles Perkins Centre da Universidade de Sydney orientaram a programação de iluminação, horários das refeições e exercícios que farão parte da experiência a bordo.
Do ponto de vista da malha aérea, o Projeto Sunrise mira dois segmentos lucrativos: executivos corporativos com agendas apertadas e viajantes de lazer de alto padrão. A conexão direta com Londres elimina a necessidade de escalas em Singapura ou no Oriente Médio, reduzindo o tempo total de viagem em cerca de três horas e eliminando riscos relacionados a vistos de trânsito e conexões perdidas. A Qantas também está finalizando negociações com empresas australianas de recursos naturais e consultoria, que esperam direcionar o tráfego de cabines premium para o novo voo, mesmo com tarifas previstas entre 10% e 20% superiores às dos concorrentes com uma escala.
Para o ecossistema de viagens como um todo, a iniciativa demonstra a confiança da Austrália na demanda premium de entrada, apesar do cenário de juros elevados e mercado de trabalho ainda apertado. O Aeroporto de Sydney reformará três portões para o A380 para acomodar o A350-1000ULR, enquanto o Terminal 3 de Heathrow trabalhará com a Qantas para estender as autorizações de operação fora do horário de restrição para o pouso nas primeiras horas da manhã. Operadores de carga acompanham atentamente: embora a configuração de passageiros limite a capacidade de carga no porão, a velocidade da rota pode torná-la atraente para remessas farmacêuticas e tecnológicas urgentes.
A Qantas afirma que, após a consolidação do serviço para Londres, um voo direto Sydney–Nova York será lançado no início de 2028, com possíveis adições para Chicago e Cidade do Cabo em análise. Analistas destacam que o apoio governamental – especialmente a agilização das aprovações de sobrevoo pelo Oriente Médio e Europa – ainda é o último obstáculo, mas não se esperam grandes dificuldades, dado o precedente dos voos de pesquisa pré-COVID. Para as empresas australianas com interesses trans-hemisféricos, uma viagem de 22 horas de Parramatta a Piccadilly está agora ao alcance de uma reunião de diretoria.
Segundo Vanessa Hudson, CEO da Qantas, a companhia encomendou 12 aeronaves Airbus A350-1000ULR especialmente adaptadas, cada uma equipada com tanques centrais adicionais de combustível e configuradas para apenas 238 passageiros em quatro classes. A disposição de baixa densidade – em comparação com os mais de 350 assentos típicos de um A350-1000 padrão – libera espaço para uma “zona de bem-estar” dedicada, onde os viajantes poderão se alongar, hidratar e combater o jet lag durante o longo trajeto. Pesquisas realizadas em parceria com o Charles Perkins Centre da Universidade de Sydney orientaram a programação de iluminação, horários das refeições e exercícios que farão parte da experiência a bordo.
Do ponto de vista da malha aérea, o Projeto Sunrise mira dois segmentos lucrativos: executivos corporativos com agendas apertadas e viajantes de lazer de alto padrão. A conexão direta com Londres elimina a necessidade de escalas em Singapura ou no Oriente Médio, reduzindo o tempo total de viagem em cerca de três horas e eliminando riscos relacionados a vistos de trânsito e conexões perdidas. A Qantas também está finalizando negociações com empresas australianas de recursos naturais e consultoria, que esperam direcionar o tráfego de cabines premium para o novo voo, mesmo com tarifas previstas entre 10% e 20% superiores às dos concorrentes com uma escala.
Para o ecossistema de viagens como um todo, a iniciativa demonstra a confiança da Austrália na demanda premium de entrada, apesar do cenário de juros elevados e mercado de trabalho ainda apertado. O Aeroporto de Sydney reformará três portões para o A380 para acomodar o A350-1000ULR, enquanto o Terminal 3 de Heathrow trabalhará com a Qantas para estender as autorizações de operação fora do horário de restrição para o pouso nas primeiras horas da manhã. Operadores de carga acompanham atentamente: embora a configuração de passageiros limite a capacidade de carga no porão, a velocidade da rota pode torná-la atraente para remessas farmacêuticas e tecnológicas urgentes.
A Qantas afirma que, após a consolidação do serviço para Londres, um voo direto Sydney–Nova York será lançado no início de 2028, com possíveis adições para Chicago e Cidade do Cabo em análise. Analistas destacam que o apoio governamental – especialmente a agilização das aprovações de sobrevoo pelo Oriente Médio e Europa – ainda é o último obstáculo, mas não se esperam grandes dificuldades, dado o precedente dos voos de pesquisa pré-COVID. Para as empresas australianas com interesses trans-hemisféricos, uma viagem de 22 horas de Parramatta a Piccadilly está agora ao alcance de uma reunião de diretoria.
Fonte: HuffPost España
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