
Londres Heathrow – o aeroporto mais movimentado da Europa – alertou investidores de que a guerra no Irã já está afetando a demanda por viagens corporativas. No relatório semestral divulgado em 26 de junho de 2026, o aeroporto informou que o tráfego total deve cair 1,1% neste ano, para 83,6 milhões de passageiros, revertendo as previsões de crescimento anteriores. A administração atribuiu a queda à “volatilidade contínua no Oriente Médio”, que tem reduzido as reservas antecipadas, especialmente nas rotas lucrativas de longa distância para negócios. A revisão para baixo deve cortar cerca de £147 milhões dos lucros ajustados, deixando os ganhos £60 milhões abaixo da previsão divulgada por Heathrow em dezembro. O aeroporto alertou que, se o conflito se intensificar, as companhias aéreas podem realocar ainda mais a capacidade de aeronaves de grande porte para fora de Londres, reduzindo o fluxo de conexões pelo hub e diminuindo o gasto médio por passageiro no comércio local. O alerta surge enquanto Heathrow tenta manter o apoio das companhias aéreas e da Autoridade de Aviação Civil para seu plano de construção da terceira pista, orçado em £33 bilhões. No início deste mês, um estudo do Departamento de Transportes sugeriu que a expansão acrescentaria apenas 0,05% ao PIB – 90% menos do que modelos anteriores – além de expor três milhões de moradores a maiores riscos de ruído e poluição do ar. Heathrow argumenta que o modelo econômico “não considera os benefícios do comércio e do turismo receptivo” e afirma que o setor privado arcará com os custos. Para empregadores com equipes globais, a nova perspectiva é relevante em dois aspectos. Primeiro, um ambiente de demanda mais fraco geralmente leva as companhias aéreas a reduzir frequências ou usar aeronaves maiores, o que pode limitar as opções de horários para colaboradores com viagens de última hora. Segundo, a nota aos investidores indica que Heathrow pode pressionar por concessões regulatórias – incluindo aumento das taxas cobradas das companhias aéreas – para proteger suas margens, custos que frequentemente são repassados aos orçamentos de viagens corporativas. Gestores de viagens devem, portanto, revisar os acordos negociados com companhias aéreas para o mercado de Londres e acompanhar os anúncios de alocação de slots para a temporada de inverno no hemisfério norte. Organizações com funcionários que viajam entre o Reino Unido e hubs do Golfo podem preferir aguardar a definição dos horários relacionados ao conflito pelas companhias aéreas, evitando taxas de reemissão caso as rotas sejam alteradas.
Fonte: The Guardian
Como a VisaHQ pode ajudar
A VisaHQ simplifica o processo de solicitação de visto para pessoas e empresas. Confira os requisitos de viagem atuais, prepare os documentos necessários e gerencie sua solicitação on-line pelo portal da VisaHQ para Reino Unido.Mais de Reino Unido
Ver tudo
Ministros do CPTPP apoiam avanços em regras de origem e mobilidade enquanto Reino Unido se prepara para o primeiro ano completo no acordo
Heathrow alerta que conflito no Irã vai afetar número de passageiros e lucratividade em 2026