
O Comitê de Instituições Políticas do Conselho dos Estados da Suíça (SPK-S) decidiu em 30 de junho de 2026 manter a exigência da chamada dupla maioria — aprovação tanto por voto popular quanto pela maioria dos cantões — para o pacote de acordos bilaterais com a União Europeia (frequentemente chamado de “Bilaterais III”). A medida visa eliminar dúvidas constitucionais sobre a extensão do Acordo sobre a Livre Circulação de Pessoas (ALCP), ao mesmo tempo em que protege o Artigo 121a da Constituição Federal, que determina o controle nacional da imigração.
Na prática, a decisão significa que qualquer acordo que aprofunde a integração da Suíça no mercado único europeu — incluindo disposições sobre mobilidade laboral, eletricidade e regras de auxílios estatais — só poderá entrar em vigor se for aprovado simultaneamente pelos eleitores suíços e pela maioria dos 26 cantões do país.
Lobbies empresariais pró-europeus esperavam que o pacote pudesse ser tratado como um referendo facultativo comum (que exige apenas 50 mil assinaturas para convocação), argumentando que a dupla maioria adiciona risco político e pode atrasar a tão esperada segurança jurídica para empresas estrangeiras que atuam na Suíça.
Para gestores de mobilidade global, o impacto é significativo. O pacote inclui medidas complementares atualizadas sobre proteção salarial e regras da UE para destacamento de trabalhadores, que trariam maior clareza para prestadores de serviços transfronteiriços e missões de expatriados.
Caso eleitores ou cantões rejeitem o acordo, o ALCP vigente permanecerá em vigor, mas questões institucionais não resolvidas podem ressurgir, reacendendo ameaças de retaliações da UE, como exclusão de financiamentos para pesquisa ou restrições mais rigorosas ao reconhecimento de qualificações profissionais suíças.
O presidente do comitê, Beat Rieder (O Centro/VS), defendeu que, por tratarem de soberania e imigração, os acordos merecem a “mais alta legitimidade democrática”. Críticos, incluindo a Associação Suíça de Empresas Multinacionais, alertaram que impor uma segunda barreira a negociações já complexas pode prolongar a incerteza e dificultar a atração de talentos, num momento em que os empregadores suíços enfrentam escassez aguda de habilidades.
O Conselho dos Estados deve debater a emenda constitucional na sessão de outono; se aprovada, uma votação nacional pode ser marcada já para março de 2027. Até lá, os departamentos de RH são aconselhados a acompanhar os trâmites parlamentares e planejar cenários para desfechos distintos: a ratificação facilitaria os processos de autorização de trabalho com a UE, enquanto a rejeição manteria o status regulatório atual e complicaria estratégias de contratação a longo prazo.
Na prática, a decisão significa que qualquer acordo que aprofunde a integração da Suíça no mercado único europeu — incluindo disposições sobre mobilidade laboral, eletricidade e regras de auxílios estatais — só poderá entrar em vigor se for aprovado simultaneamente pelos eleitores suíços e pela maioria dos 26 cantões do país.
Lobbies empresariais pró-europeus esperavam que o pacote pudesse ser tratado como um referendo facultativo comum (que exige apenas 50 mil assinaturas para convocação), argumentando que a dupla maioria adiciona risco político e pode atrasar a tão esperada segurança jurídica para empresas estrangeiras que atuam na Suíça.
Para gestores de mobilidade global, o impacto é significativo. O pacote inclui medidas complementares atualizadas sobre proteção salarial e regras da UE para destacamento de trabalhadores, que trariam maior clareza para prestadores de serviços transfronteiriços e missões de expatriados.
Caso eleitores ou cantões rejeitem o acordo, o ALCP vigente permanecerá em vigor, mas questões institucionais não resolvidas podem ressurgir, reacendendo ameaças de retaliações da UE, como exclusão de financiamentos para pesquisa ou restrições mais rigorosas ao reconhecimento de qualificações profissionais suíças.
O presidente do comitê, Beat Rieder (O Centro/VS), defendeu que, por tratarem de soberania e imigração, os acordos merecem a “mais alta legitimidade democrática”. Críticos, incluindo a Associação Suíça de Empresas Multinacionais, alertaram que impor uma segunda barreira a negociações já complexas pode prolongar a incerteza e dificultar a atração de talentos, num momento em que os empregadores suíços enfrentam escassez aguda de habilidades.
O Conselho dos Estados deve debater a emenda constitucional na sessão de outono; se aprovada, uma votação nacional pode ser marcada já para março de 2027. Até lá, os departamentos de RH são aconselhados a acompanhar os trâmites parlamentares e planejar cenários para desfechos distintos: a ratificação facilitaria os processos de autorização de trabalho com a UE, enquanto a rejeição manteria o status regulatório atual e complicaria estratégias de contratação a longo prazo.
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