
A autoridade de navegação aérea do Brasil (DECEA) emitiu o NOTAM E7189/26 às 12h02 UTC do dia 10 de outubro, após a embarcação de 89 metros de altura, ‘Blue Pengai’, entrar na Baía de Guanabara a caminho do píer público próximo ao centro do Rio de Janeiro. Como a altura do mastro da embarcação invade o espaço aéreo controlado na aproximação ao Aeroporto Santos Dumont (SBRJ), os pilotos devem observar mínimos revisados de afastamento de obstáculos até 13 de outubro às 02h59 UTC. Santos Dumont é o quarto aeroporto doméstico mais movimentado do Brasil e um ponto crucial para voos executivos entre Rio e São Paulo. A restrição temporária eleva efetivamente a trajetória de aproximação na pista 20L/02R durante certas condições de maré, aumentando a probabilidade de arremetidas e pequenos atrasos nos horários de pico da manhã e fim da tarde. As companhias aéreas que operam voos corporativos — especialmente a Azul, com sua ‘Ponte Aérea’ horária, e a LATAM, com serviços de alta frequência — emitiram boletins operacionais orientando as tripulações a levar pelo menos 15 minutos extras de combustível e a informar os passageiros sobre a possibilidade de desvio para o Galeão (GIG) caso a baixa visibilidade coincida com o período de restrição. Do ponto de vista da gestão de passageiros, empresas com itinerários apertados no mesmo dia entre os dois centros financeiros devem considerar incluir margens adicionais ou optar por alternativas virtuais até a expiração do NOTAM. Transportadoras de cargas urgentes que utilizam a capacidade de porão do SBRJ também podem avaliar rotas alternativas via São Paulo-Congonhas (CGH) ou Viracopos (VCP) para reduzir riscos. O DECEA ressaltou que a medida é rotineira e que não houve relatos de incidentes de segurança. Ainda assim, o episódio evidencia os desafios operacionais únicos da interface marítima-aeroportuária do Rio e a importância do monitoramento em tempo real dos NOTAMs para planejadores de mobilidade.