
A partir de 1º de janeiro de 2026, a Região Flamenga reformulou seu marco de migração econômica, e as orientações publicadas em 30 de março esclarecem o que os empregadores devem fazer a seguir. A principal mudança: apenas cargos verdadeiramente “altamente qualificados” agora se qualificam para a popular via do visto único, independentemente do diploma universitário do candidato. As autoridades querem, explicitamente, conter práticas de inflação de diplomas, que levavam desenvolvedores a serem contratados como assistentes juniores apenas para cumprir os limites salariais. Ocupações de média qualificação em falta continuam isentas do teste de mercado de trabalho, mas a lista de carências foi reduzida – motoristas de caminhão e padeiros foram excluídos, enquanto removedores de amianto e telhadistas foram incluídos. As empresas que dependem de mão de obra pouco qualificada enfrentam o maior impacto: essa categoria está praticamente fechada para novas solicitações, embora autorizações existentes possam ser renovadas sob condições rigorosas de continuidade. Por outro lado, setores sazonais como horticultura e hotelaria ganham um caminho simplificado: sem teste de mercado de trabalho e com processamento mais rápido, desde que o cargo esteja na lista de carências aprovada. Uma nova taxa regional de processamento será introduzida ainda em 2026, criando custos duplos federais e regionais que os orçamentos de RH terão que absorver. Dicas práticas para gestores de mobilidade: auditar o quadro de funcionários na Bélgica para verificar se os cargos ainda se enquadram na definição de “altamente qualificados”; iniciar a divulgação de vagas com antecedência caso o teste de mercado de trabalho seja agora exigido; e prever custos de conformidade mais altos quando a taxa flamenga entrar em vigor. Empresas que não se adaptarem podem enfrentar atrasos nas autorizações de até nove semanas ou mais – um risco em mercados competitivos de P&D e engenharia.
Fonte: Parakar