
As três regiões da Bélgica deram um passo decisivo rumo à digitalização completa da gestão de processos de imigração. Em comunicado conjunto divulgado em 17 de abril de 2026, o Escritório Federal de Imigração e os serviços regionais de emprego (VDAB, Actiris e Forem) confirmaram que, a partir de 1º de maio de 2026, todos os pedidos de Permissão de Trabalho Temporário (travailleurs temporaires de courte durée / kort verblijf) e da Permissão Especializada para Trabalhadores Transfronteiriços deverão ser feitos exclusivamente pelo portal online seguro ‘Trabalhar na Bélgica’. O envio por e-mail — ainda amplamente utilizado por equipes de RH e prestadores de serviços de realocação — será desativado na Flandres e na Região de Bruxelas-Capital na mesma data, enquanto a Valônia manterá um canal de backup por e-mail até 31 de agosto para facilitar a transição.
A mudança digital visa resolver dois problemas antigos: prazos de processamento pouco claros e padrões inconsistentes de documentos. No novo sistema, os empregadores deverão se autenticar com sua identidade eletrônica (eID) ou com o ID móvel ITSME da Bélgica antes de enviar os dossiês, assinar mandatos para advogados externos e acompanhar atualizações em tempo real. A plataforma também faz uma verificação automática dos dados com o banco nacional de segurança social, reduzindo consultas posteriores e diminuindo o tempo médio de processamento de seis para três semanas, segundo o Escritório de Imigração.
Para empresas que dependem de funcionários sazonais ou por projeto — como técnicos de salas limpas farmacêuticas da Holanda ou engenheiros alemães instalando caixas de engrenagens para turbinas eólicas — perder o prazo de 1º de maio pode ser custoso. Os departamentos de RH são aconselhados a criar arquivos ‘teste’ internamente nesta semana para testar o fluxo de trabalho, garantir que os scans respeitem o limite de 10 MB em PDF e organizar mandatos eletrônicos para prestadores terceirizados. Pequenos empregadores sem sistema de RH precisarão usar a interface gratuita do governo ‘CSAM’, que tem uma curva de aprendizado mais acentuada.
Os trabalhadores transfronteiriços, que representam cerca de 48.000 deslocamentos diários entre Bélgica, França, Holanda e Luxemburgo, serão os mais impactados. A partir de maio, eles terão que fazer as renovações por conta própria caso seus empregadores não possuam credenciais eID belgas — situação comum em holdings luxemburguesas. O Escritório de Imigração informa que publicará tutoriais em vídeo multilíngues na próxima semana, mas recomenda que os viajantes guardem uma captura de tela do comprovante eletrônico como prova de envio nos primeiros meses.
Para os gestores de mobilidade, a medida reforça uma tendência europeia mais ampla: as autoridades regionais estão acelerando a transição dos PDFs enviados por e-mail para portais web estruturados, antecipando a introdução, no próximo ano, do formato digital europeu para vistos e residências. Empresas com centros de talentos em Bruxelas e Antuérpia devem revisar suas listas de integração imediatamente; a falta de adaptação pode atrasar projetos críticos para clientes justamente quando a Europa entra em sua fase de crescimento pós-pandemia.
A mudança digital visa resolver dois problemas antigos: prazos de processamento pouco claros e padrões inconsistentes de documentos. No novo sistema, os empregadores deverão se autenticar com sua identidade eletrônica (eID) ou com o ID móvel ITSME da Bélgica antes de enviar os dossiês, assinar mandatos para advogados externos e acompanhar atualizações em tempo real. A plataforma também faz uma verificação automática dos dados com o banco nacional de segurança social, reduzindo consultas posteriores e diminuindo o tempo médio de processamento de seis para três semanas, segundo o Escritório de Imigração.
Para empresas que dependem de funcionários sazonais ou por projeto — como técnicos de salas limpas farmacêuticas da Holanda ou engenheiros alemães instalando caixas de engrenagens para turbinas eólicas — perder o prazo de 1º de maio pode ser custoso. Os departamentos de RH são aconselhados a criar arquivos ‘teste’ internamente nesta semana para testar o fluxo de trabalho, garantir que os scans respeitem o limite de 10 MB em PDF e organizar mandatos eletrônicos para prestadores terceirizados. Pequenos empregadores sem sistema de RH precisarão usar a interface gratuita do governo ‘CSAM’, que tem uma curva de aprendizado mais acentuada.
Os trabalhadores transfronteiriços, que representam cerca de 48.000 deslocamentos diários entre Bélgica, França, Holanda e Luxemburgo, serão os mais impactados. A partir de maio, eles terão que fazer as renovações por conta própria caso seus empregadores não possuam credenciais eID belgas — situação comum em holdings luxemburguesas. O Escritório de Imigração informa que publicará tutoriais em vídeo multilíngues na próxima semana, mas recomenda que os viajantes guardem uma captura de tela do comprovante eletrônico como prova de envio nos primeiros meses.
Para os gestores de mobilidade, a medida reforça uma tendência europeia mais ampla: as autoridades regionais estão acelerando a transição dos PDFs enviados por e-mail para portais web estruturados, antecipando a introdução, no próximo ano, do formato digital europeu para vistos e residências. Empresas com centros de talentos em Bruxelas e Antuérpia devem revisar suas listas de integração imediatamente; a falta de adaptação pode atrasar projetos críticos para clientes justamente quando a Europa entra em sua fase de crescimento pós-pandemia.
Fonte: VisasUpdate
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