
O debate de longa data na Suíça sobre até que ponto estrangeiros devem poder investir em imóveis domésticos atingiu um novo ápice em 15 de julho de 2026, quando o Departamento Federal de Justiça divulgou o feedback de uma consulta de três meses sobre o endurecimento da chamada lei Lex Koller. A proposta de revisão proibiria pessoas residentes no exterior de comprar ações em empresas listadas de imóveis residenciais — fechando uma brecha que, segundo o governo, alimenta a inflação dos preços em cidades como Zurique e Lausanne. Partidos de esquerda e o Partido Popular Suíço de direita, normalmente opostos em questões migratórias, aplaudiram a proposta, argumentando que o capital estrangeiro irrestrito distorce o mercado imobiliário e prejudica a coesão social. Por outro lado, associações empresariais e de corretores de imóveis alertaram para “desvantagens sérias para a Suíça como local de negócios”, com vários fundos imobiliários (REITs) ameaçando sair da bolsa caso a medida seja aprovada.
Do ponto de vista da mobilidade global, a revisão terá efeitos concretos para expatriados enviados à Suíça em missões de médio a longo prazo. Embora residentes estrangeiros com permissões suíças válidas ainda possam comprar residências principais, o investimento em segundas residências ou participações indiretas via fundos imobiliários pode se tornar significativamente mais difícil. Assim, empregadores podem enfrentar custos habitacionais mais altos ao realocar executivos, especialmente em cantões com oferta já limitada.
A consulta, encerrada em 15 de julho, coincide com uma iniciativa popular para limitar a população suíça a dez milhões — outra demonstração de como as preocupações com moradia e migração estão interligadas no debate político. O Conselho Federal agora elaborará um projeto final para o parlamento; fontes internas esperam cláusulas de compromisso que isentem cidadãos da UE/AELC com residência permanente e multinacionais que administram alojamentos para funcionários, mas a restrição principal a investidores não residentes deve permanecer.
Se aprovada em 2027, as equipes de mobilidade global precisarão revisar suas políticas de auxílio-moradia de longo prazo e considerar contratos de aluguel em vez de compra para funcionários que chegam. Consultores imobiliários também recomendam garantir aquisições planejadas antes do fim do período de transição, já que os direitos adquiridos podem ser limitados.
Do ponto de vista da mobilidade global, a revisão terá efeitos concretos para expatriados enviados à Suíça em missões de médio a longo prazo. Embora residentes estrangeiros com permissões suíças válidas ainda possam comprar residências principais, o investimento em segundas residências ou participações indiretas via fundos imobiliários pode se tornar significativamente mais difícil. Assim, empregadores podem enfrentar custos habitacionais mais altos ao realocar executivos, especialmente em cantões com oferta já limitada.
A consulta, encerrada em 15 de julho, coincide com uma iniciativa popular para limitar a população suíça a dez milhões — outra demonstração de como as preocupações com moradia e migração estão interligadas no debate político. O Conselho Federal agora elaborará um projeto final para o parlamento; fontes internas esperam cláusulas de compromisso que isentem cidadãos da UE/AELC com residência permanente e multinacionais que administram alojamentos para funcionários, mas a restrição principal a investidores não residentes deve permanecer.
Se aprovada em 2027, as equipes de mobilidade global precisarão revisar suas políticas de auxílio-moradia de longo prazo e considerar contratos de aluguel em vez de compra para funcionários que chegam. Consultores imobiliários também recomendam garantir aquisições planejadas antes do fim do período de transição, já que os direitos adquiridos podem ser limitados.
Fonte: SWI swissinfo.ch