
O Aeroporto de Bruxelas (BRU) entrou em estado de emergência no final do dia 29 de julho, após a falha de uma das principais esteiras automáticas de bagagem durante o pico de partidas que ocorre após o festival de música Tomorrowland. Passageiros relataram filas de “1 a 2 quilômetros” serpenteando pelo saguão de embarque, enquanto funcionários das companhias aéreas etiquetavam e triavam as bagagens manualmente. Os viajantes em voos intra-Schengen foram os mais afetados, já que as mesmas esteiras atendem a vários voos do pier ‘A’, que normalmente têm um tempo de turnaround inferior a 40 minutos. O aeroporto confirmou que as esteiras foram reiniciadas de forma intermitente, mas não garantiu que as malas seriam carregadas a tempo, levando várias companhias — incluindo Vueling, British Airways e Brussels Airlines — a priorizarem partidas pontuais em detrimento do carregamento das bagagens despachadas.
A falha agravou imediatamente um gargalo já existente na imigração. Passageiros de fora da UE enfrentam controles mais longos neste verão, após a implementação completa do Sistema de Entrada/Saída (EES) em abril, que reduziu o número de guichês tradicionais disponíveis. Com o Tomorrowland atraindo mais de 400 mil visitantes — muitos vindos das Américas e Ásia — as filas na imigração se estenderam até a área comercial, levando o Aeroporto de Bruxelas a mobilizar agentes de controle de multidão e, de forma controversa, um DJ ao vivo para “manter o ânimo elevado”. Usuários das redes sociais criticaram a medida: “DJ nota 10, operações básicas nota 0”, comentou um post.
Entre os afetados estavam viajantes a negócios. Um executivo de biotecnologia baseado em Londres, a caminho de uma reunião em Basel, disse que perdeu sua conexão apesar de ter chegado com três horas de antecedência. “Normalmente, deixo 90 minutos no BRU, mas só o despacho da bagagem levou duas horas. Quando passei pela segurança, o portão já estava fechado”, relatou ao The Brussels Times.
As companhias aéreas se preparam para uma avalanche de pedidos de compensação sob o regulamento EU261, com algumas já recomendando que os passageiros viajem apenas com bagagem de mão. A operadora do aeroporto, Brussels Airport Company, informou que uma equipe externa de engenharia substituiu o motor de acionamento defeituoso durante a noite e que uma “reinicialização controlada” foi concluída às 4h30 do dia 30 de julho. Funcionários extras foram escalados para as próximas 72 horas e balcões temporários de despacho de bagagem foram instalados no saguão de check-in para contornar o sistema automatizado, se necessário.
No entanto, os sindicatos alertam que o problema de base — a falta de técnicos treinados após demissões na pandemia — permanece sem solução e pode voltar a ocorrer durante o pico de férias em agosto. Para os gestores de mobilidade global, o incidente é um alerta claro de que falhas na infraestrutura “soft” podem comprometer missões cuidadosamente planejadas. Empresas com viajantes em trânsito, chegada ou partida por Bruxelas são aconselhadas a: (1) reservar voos no início da manhã ou no final da noite, evitando o pico de partidas entre 7h e 13h; (2) incentivar o uso exclusivo de bagagem de mão sempre que possível; e (3) prever um intervalo mínimo de quatro horas para conexões no mesmo dia, até que o aeroporto divulgue dados estáveis de desempenho.
As equipes de RH também devem lembrar os colaboradores que, segundo a legislação belga, bagagens atrasadas devem ser reportadas em até sete dias, e que pedidos de compensação exigem comprovantes escritos de itens essenciais comprados durante o período em que a bagagem estiver desaparecida.
A falha agravou imediatamente um gargalo já existente na imigração. Passageiros de fora da UE enfrentam controles mais longos neste verão, após a implementação completa do Sistema de Entrada/Saída (EES) em abril, que reduziu o número de guichês tradicionais disponíveis. Com o Tomorrowland atraindo mais de 400 mil visitantes — muitos vindos das Américas e Ásia — as filas na imigração se estenderam até a área comercial, levando o Aeroporto de Bruxelas a mobilizar agentes de controle de multidão e, de forma controversa, um DJ ao vivo para “manter o ânimo elevado”. Usuários das redes sociais criticaram a medida: “DJ nota 10, operações básicas nota 0”, comentou um post.
Entre os afetados estavam viajantes a negócios. Um executivo de biotecnologia baseado em Londres, a caminho de uma reunião em Basel, disse que perdeu sua conexão apesar de ter chegado com três horas de antecedência. “Normalmente, deixo 90 minutos no BRU, mas só o despacho da bagagem levou duas horas. Quando passei pela segurança, o portão já estava fechado”, relatou ao The Brussels Times.
As companhias aéreas se preparam para uma avalanche de pedidos de compensação sob o regulamento EU261, com algumas já recomendando que os passageiros viajem apenas com bagagem de mão. A operadora do aeroporto, Brussels Airport Company, informou que uma equipe externa de engenharia substituiu o motor de acionamento defeituoso durante a noite e que uma “reinicialização controlada” foi concluída às 4h30 do dia 30 de julho. Funcionários extras foram escalados para as próximas 72 horas e balcões temporários de despacho de bagagem foram instalados no saguão de check-in para contornar o sistema automatizado, se necessário.
No entanto, os sindicatos alertam que o problema de base — a falta de técnicos treinados após demissões na pandemia — permanece sem solução e pode voltar a ocorrer durante o pico de férias em agosto. Para os gestores de mobilidade global, o incidente é um alerta claro de que falhas na infraestrutura “soft” podem comprometer missões cuidadosamente planejadas. Empresas com viajantes em trânsito, chegada ou partida por Bruxelas são aconselhadas a: (1) reservar voos no início da manhã ou no final da noite, evitando o pico de partidas entre 7h e 13h; (2) incentivar o uso exclusivo de bagagem de mão sempre que possível; e (3) prever um intervalo mínimo de quatro horas para conexões no mesmo dia, até que o aeroporto divulgue dados estáveis de desempenho.
As equipes de RH também devem lembrar os colaboradores que, segundo a legislação belga, bagagens atrasadas devem ser reportadas em até sete dias, e que pedidos de compensação exigem comprovantes escritos de itens essenciais comprados durante o período em que a bagagem estiver desaparecida.
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