
Pouco mais de dez dias após a Europa ativar seu tão aguardado Sistema de Entrada/Saída (EES), a tecnologia já está testando a paciência dos viajantes na Itália. No dia 19 de abril, mais de 120 passageiros da easyJet perderam o voo U2 1864 de Milão Linate para Manchester, após filas no controle de passaportes fora do espaço Schengen se estenderem por até três horas, segundo relatos coletados pelo site de riscos de viagem Nomad Lawyer. A companhia aérea foi obrigada a partir com o avião meio vazio para não perder o horário de decolagem, deixando os clientes retidos correndo atrás de quartos de hotel e alternativas de última hora.
O EES exige que todos os viajantes não pertencentes à UE forneçam dados biométricos — quatro impressões digitais e uma imagem facial — em cada primeira passagem dentro de um período de 180 dias. Embora o processo tenha como objetivo acelerar as futuras travessias, os agentes de fronteira em Linate tinham apenas dois quiosques biométricos funcionando na tarde de domingo, criando um gargalo que rapidamente paralisou o saguão de embarque. Cenas semelhantes foram relatadas nos aeroportos de Roma Fiumicino e Veneza Marco Polo, mas a falta de capacidade para transferências internas em Linate agravou o caos.
Empresas de gestão de viagens alertam que o incidente em Milão pode ser um indicativo do que se tornará o “novo normal” até que o quadro de funcionários e os equipamentos estejam adequados às exigências do EES. Companhias com viajantes frequentes para Reino Unido ou Estados Unidos estão sendo aconselhadas a reservar pelo menos 90 minutos para os trâmites de saída nos aeroportos italianos e evitar conexões apertadas entre voos domésticos e internacionais. Algumas empresas estão optando por rotas via Zurique ou Viena, onde os portões eletrônicos passaram por testes anteriores e apresentam maior estabilidade.
A easyJet informou aos passageiros afetados que reembolsará acomodações razoáveis e oferecerá transporte alternativo, mas a compensação prevista pelo regulamento europeu EU 261 é improvável, já que o atraso no controle de fronteira é classificado como responsabilidade governamental. Ainda assim, empregadores podem enfrentar custos maiores para resgatar viagens e perdas de produtividade à medida que a Área Schengen conclui a implementação do EES, antes do lançamento do ETIAS previsto para o final de 2026.
O Ministério do Interior declarou em nota que quiosques biométricos adicionais serão instalados nos aeroportos da Lombardia ainda esta semana e que as companhias aéreas receberão dados em tempo real sobre o tamanho das filas para ajustar os horários de embarque. Até que essas medidas surtam efeito, os gestores de mobilidade devem orientar os funcionários a esperar formalidades demoradas ao sair da Itália — uma inversão do tradicional gargalo que ocorria apenas na chegada.
O EES exige que todos os viajantes não pertencentes à UE forneçam dados biométricos — quatro impressões digitais e uma imagem facial — em cada primeira passagem dentro de um período de 180 dias. Embora o processo tenha como objetivo acelerar as futuras travessias, os agentes de fronteira em Linate tinham apenas dois quiosques biométricos funcionando na tarde de domingo, criando um gargalo que rapidamente paralisou o saguão de embarque. Cenas semelhantes foram relatadas nos aeroportos de Roma Fiumicino e Veneza Marco Polo, mas a falta de capacidade para transferências internas em Linate agravou o caos.
Empresas de gestão de viagens alertam que o incidente em Milão pode ser um indicativo do que se tornará o “novo normal” até que o quadro de funcionários e os equipamentos estejam adequados às exigências do EES. Companhias com viajantes frequentes para Reino Unido ou Estados Unidos estão sendo aconselhadas a reservar pelo menos 90 minutos para os trâmites de saída nos aeroportos italianos e evitar conexões apertadas entre voos domésticos e internacionais. Algumas empresas estão optando por rotas via Zurique ou Viena, onde os portões eletrônicos passaram por testes anteriores e apresentam maior estabilidade.
A easyJet informou aos passageiros afetados que reembolsará acomodações razoáveis e oferecerá transporte alternativo, mas a compensação prevista pelo regulamento europeu EU 261 é improvável, já que o atraso no controle de fronteira é classificado como responsabilidade governamental. Ainda assim, empregadores podem enfrentar custos maiores para resgatar viagens e perdas de produtividade à medida que a Área Schengen conclui a implementação do EES, antes do lançamento do ETIAS previsto para o final de 2026.
O Ministério do Interior declarou em nota que quiosques biométricos adicionais serão instalados nos aeroportos da Lombardia ainda esta semana e que as companhias aéreas receberão dados em tempo real sobre o tamanho das filas para ajustar os horários de embarque. Até que essas medidas surtam efeito, os gestores de mobilidade devem orientar os funcionários a esperar formalidades demoradas ao sair da Itália — uma inversão do tradicional gargalo que ocorria apenas na chegada.
Fonte: Nomad Lawyer
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