
A capital da Paraíba se tornou a mais recente cidade brasileira a tratar a integração no mercado de trabalho como um pilar da política migratória. Em 8 de julho de 2026, o governo municipal de João Pessoa e o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-13) lançaram o “Sou CLT – Edição Migrante: Direitos que Cruzam Fronteiras”, uma feira de emprego de um dia e um programa de mentoria com duração de um ano, voltados especificamente para refugiados, requerentes de asilo e outros estrangeiros que se estabeleceram no estado.
O projeto reúne o serviço público de emprego da cidade (Sine-JP), a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedest) e ONGs locais especializadas em ensino de português e assistência social. Diferente das feiras de emprego tradicionais, o Sou CLT foca em desmistificar a legislação trabalhista brasileira para os recém-chegados. Oficinas pela manhã orientam os participantes sobre os requisitos para obter ou converter a Carteira de Trabalho Digital e se cadastrar nos benefícios da previdência social. Clínicas jurídicas, conduzidas por juízes do TRT-13, explicam como registrar reclamações trabalhistas independentemente do status migratório, enquanto recrutadores da Sedest fazem triagem de currículos no local e agendam entrevistas com empresas que assinaram pactos de diversidade.
Autoridades municipais estimam que cerca de 6.000 venezuelanos e 1.400 haitianos vivem atualmente na região metropolitana de João Pessoa, junto a comunidades crescentes de Senegal, Cuba e, mais recentemente, do Oriente Médio. Muitos chegaram com experiência profissional, mas permanecem na economia informal por falta de referências brasileiras ou medo de discriminação. Ao combinar orientação jurídica com conexão direta a empregadores, os organizadores esperam reduzir o tempo médio para que um migrante consiga um contrato formal pela CLT de nove meses para “menos de três”, segundo Carlisson Figueiredo, coordenador do Sine-JP.
Para as empresas, a iniciativa oferece um canal estruturado para captar talentos bilíngues em um momento em que os setores de terceirização de TI, hotelaria e call centers de João Pessoa enfrentam dificuldades para preencher vagas devido ao recorde de turistas. As empresas participantes podem obter créditos de conformidade conforme o Decreto de Contratação Inclusiva da Paraíba 2.188/2025, que concede incentivos fiscais a companhias que mantenham pelo menos 2% de refugiados reconhecidos em seu quadro de funcionários.
Os organizadores planejam replicar o modelo a cada trimestre em diferentes bairros e lançar um painel digital que monitore os resultados das colocações em tempo real. Se o projeto-piloto atingir suas metas, o tribunal trabalhista da Paraíba pretende recomendar o modelo para outras capitais do Nordeste, transformando as feiras de emprego locais em um mecanismo de acolhimento para o novo ecossistema da Lei de Migração brasileira.
O projeto reúne o serviço público de emprego da cidade (Sine-JP), a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedest) e ONGs locais especializadas em ensino de português e assistência social. Diferente das feiras de emprego tradicionais, o Sou CLT foca em desmistificar a legislação trabalhista brasileira para os recém-chegados. Oficinas pela manhã orientam os participantes sobre os requisitos para obter ou converter a Carteira de Trabalho Digital e se cadastrar nos benefícios da previdência social. Clínicas jurídicas, conduzidas por juízes do TRT-13, explicam como registrar reclamações trabalhistas independentemente do status migratório, enquanto recrutadores da Sedest fazem triagem de currículos no local e agendam entrevistas com empresas que assinaram pactos de diversidade.
Autoridades municipais estimam que cerca de 6.000 venezuelanos e 1.400 haitianos vivem atualmente na região metropolitana de João Pessoa, junto a comunidades crescentes de Senegal, Cuba e, mais recentemente, do Oriente Médio. Muitos chegaram com experiência profissional, mas permanecem na economia informal por falta de referências brasileiras ou medo de discriminação. Ao combinar orientação jurídica com conexão direta a empregadores, os organizadores esperam reduzir o tempo médio para que um migrante consiga um contrato formal pela CLT de nove meses para “menos de três”, segundo Carlisson Figueiredo, coordenador do Sine-JP.
Para as empresas, a iniciativa oferece um canal estruturado para captar talentos bilíngues em um momento em que os setores de terceirização de TI, hotelaria e call centers de João Pessoa enfrentam dificuldades para preencher vagas devido ao recorde de turistas. As empresas participantes podem obter créditos de conformidade conforme o Decreto de Contratação Inclusiva da Paraíba 2.188/2025, que concede incentivos fiscais a companhias que mantenham pelo menos 2% de refugiados reconhecidos em seu quadro de funcionários.
Os organizadores planejam replicar o modelo a cada trimestre em diferentes bairros e lançar um painel digital que monitore os resultados das colocações em tempo real. Se o projeto-piloto atingir suas metas, o tribunal trabalhista da Paraíba pretende recomendar o modelo para outras capitais do Nordeste, transformando as feiras de emprego locais em um mecanismo de acolhimento para o novo ecossistema da Lei de Migração brasileira.
Fonte: TH+ João Pessoa
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