
A temporada de viagens de verão na China, que dura 62 dias e começou em 1º de julho, está a caminho de registrar um recorde de 1,01 bilhão de viagens de passageiros por ferrovia, com reservas de voos domésticos e internacionais também atingindo níveis inéditos, segundo dados compilados pela Xinhua e pelo Grupo Ferroviário Estatal da China. Nos primeiros três dias, as ferrovias transportaram mais de 38 milhões de passageiros, enquanto as plataformas aéreas registraram 27 milhões de reservas para julho — um aumento de 89% em relação à semana anterior. As companhias aéreas estão correndo para realocar capacidade: a China Eastern aumentou em 51% a frequência entre Xangai e Urumqi, e o tráfego na rota reposicionada Xangai–Yining mais que dobrou após a mudança para o aeroporto de Hongqiao.
O destaque maior é geográfico. Dados de busca e reserva das plataformas Qunar e Tongcheng mostram que o crescimento está se deslocando dos tradicionais destinos de primeira linha para cidades menores, como Qinhuangdao, Yili e Jingdezhen, impulsionado pela demanda por experiências culturais e viagens focadas em artesanato. Produtos turísticos ligados ao patrimônio industrial e trens “de pesquisa” — desde serviços temáticos com pandas em Sichuan até excursões de estudo da Rota da Seda — estão esgotando em minutos após o lançamento.
Para os planejadores de mobilidade, essa redistribuição da demanda traz duas consequências. Primeiro, voos para polos industriais secundários podem ficar mais escassos (e caros) em curto prazo, já que turistas de lazer competem por assentos. Segundo, programas corporativos de transporte e serviços de realocação podem aproveitar a maior capacidade ferroviária que agora conecta megacidades costeiras a prefeituras do interior.
Além disso, há um impulso político: em junho, oito ministérios centrais emitiram medidas conjuntas para promover a integração entre turismo e ferrovias, incentivando os escritórios ferroviários a autorizarem mais serviços temáticos e a pré-carregar ingressos para atrações turísticas no aplicativo de reservas 12306 — uma facilidade que residentes estrangeiros podem usar com login baseado em passaporte.
O destaque maior é geográfico. Dados de busca e reserva das plataformas Qunar e Tongcheng mostram que o crescimento está se deslocando dos tradicionais destinos de primeira linha para cidades menores, como Qinhuangdao, Yili e Jingdezhen, impulsionado pela demanda por experiências culturais e viagens focadas em artesanato. Produtos turísticos ligados ao patrimônio industrial e trens “de pesquisa” — desde serviços temáticos com pandas em Sichuan até excursões de estudo da Rota da Seda — estão esgotando em minutos após o lançamento.
Para os planejadores de mobilidade, essa redistribuição da demanda traz duas consequências. Primeiro, voos para polos industriais secundários podem ficar mais escassos (e caros) em curto prazo, já que turistas de lazer competem por assentos. Segundo, programas corporativos de transporte e serviços de realocação podem aproveitar a maior capacidade ferroviária que agora conecta megacidades costeiras a prefeituras do interior.
Além disso, há um impulso político: em junho, oito ministérios centrais emitiram medidas conjuntas para promover a integração entre turismo e ferrovias, incentivando os escritórios ferroviários a autorizarem mais serviços temáticos e a pré-carregar ingressos para atrações turísticas no aplicativo de reservas 12306 — uma facilidade que residentes estrangeiros podem usar com login baseado em passaporte.
Fonte: Xinhua