
A primeira reação das companhias aéreas ao Sistema de Entrada/Saída (EES) ocorreu em 15 de abril, quando a britânica EasyJet condenou publicamente as filas “inaceitáveis” que fizeram com que mais de cem passageiros perdessem o voo U2 2162, de Milão-Linate para Manchester, em 12 de abril. O Connexion France relata que apenas 34 viajantes conseguiram embarcar; os demais ficaram retidos em Linate por até 20 horas ou foram obrigados a comprar passagens substitutas que custaram mais de £1.600. A EasyJet culpa as autoridades do aeroporto por abrir apenas um quiosque biométrico para partidas fora da UE, mas os clientes prejudicados acusam a companhia aérea de assistência insuficiente e reembolsos parciais. O episódio evidencia como os problemas iniciais do EES estão ultrapassando as fronteiras da França, afetando itinerários intraeuropeus que começam ou terminam no país e minando a confiança dos viajantes. Gestores de viagens corporativas destacam que a declaração da EasyJet pede que as agências de fronteira utilizem “flexibilidades permitidas”, como a redução das verificações de dados na saída, até que a infraestrutura esteja totalmente operacional. Caso contrário, as companhias aéreas poderão precisar aumentar os tempos previstos nos voos ou alterar a alocação de slots, elevando custos e complicando as obrigações de cuidado com os passageiros. Para as equipes de mobilidade, o incidente serve como alerta: garantir que os briefings aos viajantes incluam cenários de pior caso, como atrasos durante a noite e responsabilidade limitada das companhias aéreas. Recomenda-se também direcionar funcionários-chave por hubs com capacidade comprovada do EES — como o terminal de negócios dedicado do Paris-Orly — e negociar cláusulas de contingência com as companhias aéreas preferenciais. O Ministério do Interior francês deve convocar um grupo de trabalho emergencial com as companhias aéreas na próxima semana; o sucesso dependerá da possibilidade de instalar quiosques biométricos adicionais e reforçar o quadro de funcionários antes do aumento de demanda no feriado da Ascensão, no início de maio.
Fonte: The Connexion
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